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Dia Internacional da Mulher: Três líderes do Glassdoor dão dicas de carreira

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Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, conversamos com três profissionais inspiradoras do Glassdoor sobre sua carreira, os desafios e os aprendizados que tiveram até aqui: Carina Cortez, Chief People Officer; Annie Pearl, diretora de produto; e Kate Ahlering, diretora de vendas.  

Leia o bate-papo a seguir e veja suas dicas para que as mulheres sejam bem-sucedidas no mercado de trabalho:

O que o Dia Internacional da Mulher significa para vocês?

Carina Cortez: O Dia Internacional da Mulher existe desde 1911 e é uma oportunidade para todos celebrarem as conquistas das mulheres e darem atenção à questão da igualdade de gênero. De acordo com o time de pesquisa econômica do Glassdoor, nos EUA, as mulheres ganham 79 centavos de dólar por cada dólar que os homens ganham. Quando penso em 8 de março, lembro que esta é a época do ano em que uma mulher alcançará o equivalente ao ganho do ano anterior de seus colegas do sexo masculino.

Annie Pearl: O Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para celebrar as incríveis conquistas das mulheres em todo o mundo e também para conscientizar que ainda há muito trabalho a ser feito para fechar a lacuna da igualdade de gênero. Acredito que promover a diversidade nas empresas e nas salas de reunião é um imperativo para os negócios hoje.

Kate Ahlering: Para mim, o Dia Internacional da Mulher é sobre celebrar as jornadas tanto das mulheres com quem tenho a honra de trabalhar diariamente, quanto daquelas que nos dão orgulho em todas as partes do mundo. É um momento para refletir sobre o progresso que já conseguimos em direção à igualdade de gênero, embora reconheçamos que ainda há muito a ser feito. Eu acredito muito no poder coletivo e no espírito das mulheres, e creio que devemos honrar aquelas que lutaram, sofreram e abriram o caminho para empoderar a geração seguinte.

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Compartilhem com a gente um pouco sobre sua jornada profissional até aqui.

Carina Cortez: Sou uma das raras pessoas que sabiam que queriam seguir uma carreira no campo que estudaram (Gestão de RH). Meu primeiro emprego foi na Visa, que consegui através da esposa do amigo de meu pai (networking é fundamental!). Ali passei de Recepcionista de RH para Parceira de Negócios de RH [HRBP, na sigla em inglês]. Enquanto estava de licença-maternidade, fui recrutada pela ex-CTO da Visa para ir ao PayPal (depois de me entrevistar quando fui visitar o escritório para mostrar meu bebê!).

Mais tarde, neu chefe no PayPal se mudou para o Walmart e, depois de dois anos, deixei a empresa para me tornar HRBP do CTO do WalmartLabs. Continuar progredindo no Walmart exigiria uma mudança para o Arkansas, o que não era o caminho certo para minha família. Em vez disso, mudei-me para Ellie Mae como Chief People Officer antes de ingressar mais recentemente no Glassdoor.

Ann Pearl: Minha jornada não tem sido uma linha reta, mas algo que se assemelha mais a uma gaiola gínica, com aprendizado constante ao longo do caminho. Eu fui para a faculdade de direito, mas rapidamente fiquei muito mais interessada em tecnologia, em montar empresas e desenvolver produtos. Logo me vi dando consultoria para startups que estavam em estágio inicial ou passando por fases rápidas de crescimento.

Em 2009, entrei para a equipe fundadora de uma startup que me levou a liderar o gerenciamento de produtos. Percebi que gostava mesmo de criar produtos e ver como minhas ideias poderiam ganhar vida para resolver problemas reais para as pessoas. Após cerca de quatro anos, mudei para a Box, que estava em uma fase diferente de crescimento. Lá pude aprender bastante sobre escalar produtos (e equipes de produtos) para atender às necessidades de clientes maiores, bem como criar novas soluções e fluxos de receita. Depois de quatro anos na Box, decidi me juntar ao Glassdoor porque amo a missão da empresa de ajudar as pessoas a encontrar um emprego que amem.

Kate Ahlering: Para mim, trabalhar em vendas era uma inevitabilidade relativa: meus pais passaram suas carreiras em posições de liderança em vendas e receita. No entanto, meu início de vendas não foi necessariamente deliberado. Durante uma das minhas primeiras entrevistas de pós-graduação, sentei-me à frente de uma mulher fantástica que acabaria sendo minha chefe por muitos anos. Na época, eu estava decidindo entre trabalhar com vendas ou marketing. Ela perguntou se eu sabia a diferença entre os dois e tenho certeza de que não estava nem perto da resposta certa. Ela olhou para mim e disse: “Acho que você deveria estar em vendas”. O resto é história.

Quais são as maiores lições que vocês aprenderam em sua carreira até agora?

Carina Cortez: Se você não sabe algo, diga que não sabe! Não invente uma resposta ou finja que sabe tudo; peça ajuda quando precisar. Em segundo lugar, seja autêntica; as pessoas podem ver através das máscaras. Seja fiel a si mesma e aja sempre de acordo com seus valores e integridade. Você deve se olhar no espelho e se sentir confortável com o que vê no final do dia.

Annie Pearl: Em um dos meus trabalhos anteriores em uma startup, todos cometemos o erro clássico de ficar ansiosos demais e fazer muitas coisas ao mesmo tempo, o que nos impedia de focar em nossos pontos fortes. A maior lição que tirei é o poder do foco: faça uma coisa bem-feita e depois construa a partir daí. O sucesso geralmente vem mais do que você não faz, do que daquilo que você faz.

Kate Ahlering: No meu primeiro dia de estágio, me pediram para fazer café. No entanto, eu não tinha ideia de como fazer café. Não querendo admitir que não sabia, dei o meu melhor e… digamos que não correu bem! Após o calvário, meu gerente perguntou: “Por que você não disse que não sabia fazer?” Essa experiência foi uma ótima lição para mim, e eu a carrego comigo desde então. Se você não sabe fazer algo, não seja orgulhosa demais para pedir ajuda.

Em segundo lugar, confie em seus instintos. Eles te ajudaram a chegar até aqui, e muito provavelmente a levarão ainda mais longe. À medida que você progride em sua carreira, menos feedback recebe e mais começa a questionar sua intuição. É uma dicotomia estranha – sua influência cresce, mas aquela sua voz interior fica cada vez mais distante. Confie nos seus instintos que a levaram aonde você está.

Finalmente, qual é o seu conselho para quem busca emprego hoje?

Carina Cortez: Confie nos seus instintos. Se algo está lhe dizendo para aceitar um emprego ou se candidatar a uma vaga para a qual você não acredita estar totalmente qualificada, faça isso. Se algo está lhe dizendo para não aceitar um emprego, porque algo simplesmente não parece certo – confie nesse sentimento e vá embora – uma melhor oportunidade está esperando por você.

Annie Pearl: Não pense na sua carreira como um conjunto de etapas lógicas e sequenciais. Concentre sua busca de trabalho em encontrar oportunidades nas quais você possa maximizar o aprendizado e o crescimento acima do que pode parecer o próximo degrau na escada.

Kate Ahlering: Use o Glassdoor, é claro! Além disso, a preparação adequada evita um desempenho ruim. Parece simples, mas fazer sua pesquisa sobre a empresa, a indústria, seus entrevistadores, outras pessoas em funções semelhantes etc. irá diferenciar você como candidata. Demonstrar o desejo de se preparar completamente para aquela oportunidade quase sempre se traduzirá em uma impressão positiva para o recrutador.