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Empresas do setor financeiro fogem do padrão e permitem bermuda e pet no escritório

Como você imagina o dia a dia em uma empresa do setor financeiro?

Ao responder essa pergunta, é provável que sua mente tenha criado uma imagem de pessoas com roupas formais, trabalhando em um escritório tradicional, com mesas divididas em “baias” e pouca integração entre os times.

Mas a verdade é que, nesse ramo que vem se modernizando e observando o nascimento de muitas startups, as empresas não necessariamente precisam ter uma estrutura tradicional. Para quebrar essa visão do senso comum, conversamos com companhias do setor e reunimos informações sobre o seu ambiente de trabalho.

Cultura

Grande parte das empresas consultadas revelaram esforços para a criação de uma cultura corporativa que atendesse aos anseios de cada profissional.

Companhias que antes se aproximavam do que seria considerado “quadrado” passaram por uma flexibilização para combinar os propósitos da corporação com os valores pessoais dos funcionários.

Foi o caso da B3 (bolsa de valores do Brasil): “Buscamos a cada dia tirar a imagem de empresa conservadora e formal que cultivamos ao longo de anos, por conta de uma cultura que já não existe mais”, comenta Ana Carolina Flório, Analista de Carreira e Diversidade da B3.

Grande parte das mudanças culturais nessas empresas é com o propósito de permitir que cada profissional possa ser ele mesmo no ambiente de trabalho. Isso fez com que o comportamento padrão de formalidades fosse quebrado em muitas companhias do setor, abrindo espaço para uma pluralidade de indivíduos com diferentes estilos, percepções e opiniões sobre assuntos diversos, contexto que estimula a criatividade e a conexão entre as pessoas.

Vestimenta padrão

Como parte da possibilidade de se expressar genuinamente no ambiente de trabalho, uma tendência já seguida por outros setores (particularmente por empresas ligadas a tecnologia) é a inexistência de um dresscode específico.

Ter a liberdade de se vestir como bem entender no escritório transforma automaticamente todo o ambiente de trabalho: agrega informalidade e faz com que as pessoas se sintam mais confortáveis para trabalhar, melhorando a socialização e a produtividade das equipes.

Em sua revolução cultural, a B3 aboliu o dresscode praticado por anos na empresa. Outras ainda vão além e criam dias temáticos (ou cômicos). A Foxbit, corretora de criptomoedas, adota essa prática – que já lhe rendeu momentos divertidos. “Uma vez um CEO de uma empresa americana veio ao escritório e, ao ver que estavam quase todos de chinelo (era o “chinelo day”), resolveu ficar descalço”, compartilha Roberto Cury, Head de Marketing da companhia.

A Creditas, que não possui nenhum código de vestimenta, também revelou uma situação engraçada: “Nossos Halloweens não são como qualquer outro. É o dia mais assustador da vida dos nossos Tripulantes, em que a fantasia é o seu maior pesadelo: Corp Dress Code”, conta Whiny Fernandes, Employer Branding da empresa, sobre o único dia em que a vestimenta social é uma obrigação por lá.

No entanto, algumas empresas podem ter restrições conforme a área dentro da companhia. No Banco PAN, por exemplo, o time comercial tem regras específicas por conta de suas relações com clientes:Em novembro de 2018 liberamos o uso de bermudas, camisetas e tênis todos os dias da semana e para todos os funcionários, com exceção da área comercial, que possui uniforme. Partimos do princípio de que o equilíbrio e o bom senso devem estar em linha com a ocasião”, explica Letícia Galvão, Gerente de RH.

Escritórios tradicionais

A estrutura de um escritório do ramo financeiro também se manteve no padrão de baias por muitos anos, mas o bate-papo com as companhias revelou que muitas delas investiram (ou pretendem investir em breve) em projetos arquitetônicos que forneçam maior conforto e integração.

Seguindo o conceito de “second home”, a Livelo diz que seu escritório foi feito para que os funcionários sintam-se confortáveis e felizes a ponto de considerar aquele ambiente como sua segunda casa. “Temos sala de descompressão, espaço de relacionamento, espreguiçadeiras, muitas plantas e jogos de mesa espalhados pelo escritório”, conta Aaron Xavier, DHO da companhia.

Ter a possibilidade de mudar de ambiente também contribui para a satisfação dos profissionais. A Nubank conta que investiu fortemente nessa questão ao planejar seu prédio que inclui, além das estações de trabalho, uma variedade de espaços colaborativos, áreas de silêncio e opções de lazer. “Nosso escritório também é pet-friendly e tem uma quadra de futebol e uma de basquete, além de um cinema no terraço”, revelou Fernanda Lopes, PR da companhia.

Benefícios

Por vezes atrelado à estrutura da empresa, benefícios não tão usuais também aparecem no setor financeiro. Diversas empresas estão adotando a política pet friendly, como o Nubank, permitindo que os funcionários levem seus animais para passarem o dia no escritório. Ter bichinhos no ambiente de trabalho pode trazer vários pontos positivos, como a diminuição do estresse. Gustavo Pedroso, da plataforma de investimento em bitcoins Atlas Quantum, conta que um dos benefícios oferecidos pela empresa é ter o Guto, o pug-mascote oficial, sempre por lá!

Guto, mascote da Atlas Quantum.

A preocupação com a educação dos funcionários também cresce nestas empresas. Algumas oferecem aulas de inglês dentro do próprio escritório, no horário de trabalho, sem desconto na folha de pagamento ou necessidade de cumprimento de horas.

Para matar a fome no meio da tarde, muitos escritórios têm diferentes snacks para todos os funcionários, como frutas, chocolates, sucos e outros. O bem-estar físico também é valorizado de outras formas. O EBANX, por exemplo, oferece sala com quick massage e reembolso de inscrições de corridas.

 

Satisfação geral* Remuneração e benefícios Oportunidade de carreira Cultura da empresa Qualidade de vida
Média de empresas do setor financeiro 3,95 3,93 3,38 3,78 3,87
Média das empresas entrevistadas 4,31 4,28 3,91 4,14 4,19

 

*Levantamento feito entre 30 de janeiro e 06 de fevereiro de 2019 com usuários da plataforma.


 

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