Como os profissionais de RH conciliam necessidades da empresa com as dos funcionários

Uma empresa só existe graças aos profissionais que trabalham nela, e todo líder de Recursos Humanos sabe bem disso. Sua habilidade de ter um pé no mundo do empregador e outro no mundo dos funcionários é de extrema importância para o seu trabalho, bem como o seu profundo entendimento da cultura, dos valores e dos talentos que fazem da empresa o que ela é.

Em homenagem a esses profissionais, listamos quatro maneiras em que os profissionais de RH conseguem equilibrar as necessidades da empresa com as dos funcionários, garantindo vantagens para ambos os lados.

1. Consultando os funcionários antes de determinar quais benefícios eles valorizam

Quer se trate de seguro odontológico, academia de ginástica no local ou home office, as empresas se orgulham dos benefícios que oferecem aos funcionários – e estão certas. No entanto, de tempos em tempos, consultar os funcionários para ver o que é mais importante para eles ajudará a priorizar as ofertas.

Isso pode, a longo prazo, criar uma situação de ganho mútuo. Por exemplo, se a empresa é composta por uma grande porcentagem de mulheres e boa parte delas está se tornando mãe, uma pesquisa para descobrir se existe demanda por uma sala de amamentação adequada pode ser um caminho de baixo custo para garantir maiores taxas de retenção.

Leia também: Como as empresas podem acolher melhor as mães no mercado de trabalho.

2. Tornando treinamentos mais leves

Às vezes as empresas requerem treinamentos ou outras atividades do tipo que podem se tornar cansativas intelectual, emocional ou fisicamente para os funcionários. É nesse ponto que um líder de RH criativo e focado em pessoas pode intervir, não apenas para tornar o processo mais eficiente em seus resultados, mas também para pensar em como eles podem inspirar os profissionais por meio de uma abordagem mais agradável.

Por exemplo, se uma iniciativa particular exige treinamento externo anual e isso continua apavorando os funcionários ano após ano, por que não melhorar as acomodações de onde eles irão se hospedar ou providenciar um transporte mais cômodo? Ou até mesmo adicionar um fator competitivo e baseado em recompensas? Transformar essa ocasião em uma espécie de jogo pode ser uma maneira de agradar caso uma melhoria nas acomodações não caiba no orçamento.

3. Garantindo que o talento seja maximizado

Os profissionais de RH também atuam como os intermediários perfeitos entre empresa e funcionário quando se trata de administrar os talentos. Por um lado, eles facilitam conversas potencialmente embaraçosas com aqueles que não se adaptaram a um cargo na organização, ajudando-os a encontrar uma posição mais adequada ou até mesmo deixando-os ir embora se for o caso. Eles também vão dar aquela ajudinha à memória do gestor ao lembrar-lhe de que um talento da equipe está pronto para assumir mais responsabilidades.

4. Sendo um porto seguro em meio a transformações

Em meio a expansões e reestruturações corporativas, em que os funcionários permanecem empregados, mas são afetados por mudanças no DNA organizacional, o RH precisa ter uma boa estratégia em vigor. Essa estratégia precisa dar conta de pessoal, implementação de sistemas de tecnologia, adaptação da cultura da empresa, revisão de estratégias de remuneração e retenção, e comunicação interna eficaz e contínua durante a mudança.

Seu papel em facilitar essa transição torna os profissionais de RH heróis desconhecidos. Eles ancoram os funcionários que permaneceram, lembrando-os de que ainda são individualmente vistos, e que há alguém ao seu lado ajudando-os a passar por essa fase.

Leia também: 5 métricas de RH e recrutamento que você deve acompanhar.