tendências para o mercado de RH em 2020

6 tendências para o mercado de RH em 2020

2019 foi um ano desafiador para os profissionais de RH. Uma tempestade perfeita de mudanças rápidas na tecnologia para RH e um mercado de trabalho desafiador levou a um cenário de contratações difíceis em 2019.

Só para citar algumas mudanças que estão mudando o dia a dia na área de recursos humanos: vemos que a inteligência artificial amadureceu de sonho especulativo em um futuro distante para uma realidade cada vez mais acessível, fácil de usar e barata; o Glassdoor continuou sua trajetória ao redor do mundo, expandindo o conceito de transparência no mercado de trabalho para América Latina, Ásia e Europa; e o crescimento do recrutamento através das mídias sociais e dispositivos móveis está pressionando mais empresas a repensar se os modelos tradicionais ainda impactam o candidato do futuro.

O que está por vir em 2020? A área de Pesquisa Econômica do Glassdoor apresentou nesta semana um novo estudo que mostra as principais tendências para o novo ano. Confira o que esperar de 2020 no mercado de RH:

1 – A inteligência artificial como parceira de gestão

Após anos de especulação sobre inteligência artificial no local de trabalho, tivemos já em 2019 uma visão de como pode ser o futuro do trabalho com IA. Contrariando medos de longa data de que os algoritmos de AI substituiriam grande número de trabalhadores, a inteligência artificial está mostrando como automatizar agendamento de reuniões, realizar suporte ao usuário via bots de bate-papo e também como aprimorar ferramentas que ajudam a identificar e contratar talentos.

Já existe a possibilidade de usar inteligência artificial para tarefas de gestão, como feedback em tempo real aos funcionários e monitoramento de desempenho e automatização de tarefas rotineiras dos líderes de equipe. Com isso, os gerentes se podem se concentrar na estratégia, criatividade e mentoria, oferecendo uma poderosa vantagem competitiva para empresas capazes de aproveitar essa tendência.

2 – É o começo da década “culture-first”

Em 2020, esperamos que essa mudança inaugure uma nova era do “culture-first”, colocando a cultura cada vez mais como centro e foco nas organizações. Em um mundo cada vez mais atento à transparência e responsabilidade corporativa, uma cultura forte não é mais um detalhe interessante, mas sim uma estratégia de negócios. Já é sabido que a cultura tem um impacto significativo na capacidade da empresa de recrutar e reter os melhores talentos. Uma pesquisa recente do Glassdoor confirmou que os trabalhadores valorizam cada vez mais a cultura da empresa em vez de dinheiro. Hoje, os candidatos têm a possibilidade de ter uma visão privilegiada de sua cultura organizacional por meio de plataformas como Glassdoor e mídias sociais. Por isso, não basta que as empresas falem sobre cultura. Elas precisam colocar em prática o que está no seu DNA.

Em agosto, uma decisão histórica em relação às prioridades corporativas sinalizou uma mudança de paradigma entre algumas das empresas mais influentes hoje. O Business Roundtable, um grupo de quase 200 CEOs das maiores empresas do mundo, declarou que os acionistas não eram mais o centro das empresas hoje. A nova declaração de missão – revisada pela primeira vez na história – afirma que os funcionários são o foco da corporação moderna, junto com clientes, fornecedores, e as comunidades mais amplas nas quais as empresas operam. Esse reconhecimento formal dos funcionários na cultura dos negócios é algo que os executivos não podem ignorar.

3 – Potencial recessão econômica

Faz mais de 10 anos desde a última recessão dos Estados Unidos. Muito tempo passou desde a última crise, então quase metade do país não tem essa memória viva. Enquanto isso, a guerra comercial em curso com a China está desacelerando a indústria e reverberando para outros setores. O risco de recessão para a grande potência mundial quando entrarmos em 2020 é maior do que em qualquer outro momento da década, e isso afeta todo o globo.

Como as empresas podem se posicionar para enfrentar uma possível desaceleração econômica? A primeira lição sobre a contratação durante uma recessão é que a atração de talentos ainda será um grande desafio, visto que a oferta aumenta, mas os talentos de qualidade ficam mais escassos. É nesse momento que o RH deve apostar nas fontes que entregam candidatos de qualidade na hora de buscar talentos.

4 – Diversidade e inclusão são prioridades

Nos últimos anos, as conversas sobre diversidade e inclusão no mercado de trabalho se intensificaram. Uma pesquisa recente do Glassdoor mostrou que 64% dos trabalhadores alegam que sua empresa está investindo mais em diversidade e inclusão do que em anos anteriores.

Em 2020, à medida que as empresas sigam orientadas para o movimento de construir equipes mais diversas e inclusivas, a expectativa é que as contratações para alta e média gerência tragam líderes cada vez mais alinhados com esse propósito e que ajudarão a levar essa missão adiante.

5 – Baby Boomers no mercado por mais tempo

A força de trabalho que mais crescerá na próximos década não é a geração Millennial ou os recém chegados da geração Z. Os Baby Boomers estão envelhecendo. Essa população a partir dos 65 anos está trabalhando mais do que as gerações anteriores. Eles são mais saudáveis, trabalham em empregos que exigem menos fisicamente e depende mais da renda da aposentadoria do que as gerações anteriores – o que faz com que eles fiquem no mercado por mais tempo.

Existem muitos benefícios em absorver esses talentos, pois eles têm um rico conhecimento institucional e contatos profissionais difíceis de encontrar entre os jovens talentos. Uma força de trabalho mais heterogênea em termos de idade também pode ajudar a aumentar a diversidade cognitiva, atraindo valiosos pontos de vista e impulsionando a criatividade e inovação da equipe.

6 – Celular na hora da contratação

Há mais de uma década, o lançamento do iPhone da Apple mudou para sempre a forma como o mundo acessa a internet e os dispositivos móveis se tornaram onipresentes. Agora, contamos com eles para namorar, fazer compras, dirigir, gerenciar as finanças, buscar informações sobre restaurantes e viagens, ver notícias e para pesquisar sobre ambientes de trabalho e se candidatar a vagas de emprego.

À medida que mais aspectos das nossas vidas passam pelos dispositivos móveis, o uso de desktops tradicionais está diminuindo rapidamente. Essa mudança tem enorme impacto na experiência dos candidatos. Em 2020, uma tendência é que as empresas simplifiquem seus sistemas de candidaturas, tornando a experiência mobile mais fácil e amigável para os profissionais, ou correm o risco de perder bons candidatos por conta de burocracia, formulários gigantes ou sites de difícil navegação.

Confira o estudo completo aqui, em inglês.