Primeiramente acredito que seja válido comentar que a maioria das avaliações 100% positivas que estão aqui são feitas pela alta liderança para que as avaliações negativas não sejam vistas, dito isso, vou começar…
Se o seu desejo é crescer e construir uma carreira sólida a partir da base, talvez esse não seja o ambiente ideal para você. Embora a meritocracia seja apresentada como um dos pilares da empresa, a realidade cotidiana do negócio revela um cenário bem diferente. Aqui, é preciso cautela extrema: sorrir, aplaudir e demonstrar entusiasmo efusivo diante de qualquer mudança, mesmo quando ela não contribui de forma clara para melhorar seu desempenho ou facilitar o alcance de metas. A energia contagiante e a celebração constante se tornam quase obrigatórias, e a ausência dessa postura pode resultar na sua substituição. Independentemente do impacto prático das transformações, se está no manual, será seguido
Nomeiam líderes para a unidade de negócio sem experiência prévia na área comercial, atribuindo a eles a responsabilidade de liderar equipes de vendas e conduzir processos essenciais como 1:1s, feedbacks e avaliações de desempenho. Como alguém que não acompanha sua rotina de perto pode oferecer um retorno genuíno e construtivo? Ainda assim, esses líderes recebem total autonomia para implementar mudanças significativas que impactam profundamente a essência do trabalho e a trajetória construída, muitas vezes sem considerar ou valorizar as vozes e a experiência daqueles que dedicaram tempo, esforço e paixão ao crescimento da empresa ao longo dos anos.
Além da pressão extrema e desproporcional que se intensifica especialmente do meio para o final do ano, há uma clara desconexão entre as promessas e a realidade. No início do ciclo, são feitas diversas promessas de bônus e promoções, alimentando a expectativa de que o esforço máximo será recompensado — com mensagens como *“Do your best always”* e *“Strive for excellence”*. Como a empresa exige alta performance dos funcionários se os líderes não são de alta performance?!
No entanto, conforme o ano avança, esse incentivo dá lugar a cobranças implacáveis, transformando-se em um muro de lamentações sobre o não atingimento das metas anuais da empresa, com a justificativa de que não haverá bônus, promoções, aumentos de salários. As pressões se tornam ainda mais incisivas, com declarações em reuniões semanais ou mensais como: *“Se você não bater seu KPI de esforço em dois meses, será desligado”* ou “Se sua unidade alcança a meta e você não, está se tornando um fardo, não um ativo, e deve buscar outras oportunidades”. Um ambiente onde a motivação cede espaço ao medo e à insegurança.
Antes de concluir, é imprescindível abordar uma questão sensível, mas de extrema importância: ao longo dos últimos anos, houve relatos de casos de assédio que, lamentavelmente, foram silenciados ou encobertos. Esses episódios não apenas comprometem a integridade do ambiente de trabalho, mas também violam os valores fundamentais de respeito, ética e dignidade que devem nortear nossas relações profissionais.
Regime PJ: Só é PJ no contrato pois no dia a dia é CLT puro, você tem meta, chefe, horário de entrar e sair (e isso por um tempo tinha uma “ronda” de alguns lideres no final do dia de quem estava no escritorio até as 18h)… O novo time de People é melhor que os anteriores e são mais espertos também então existem várias clausulas contratuais para tentar contornar esse regime PJ e assegurar a empresa com a nomenclatura de Consultores, mas é um CLT disfarçado.