O melhor exemplo de pior local de trabalho
Prós
- Boa localização e acessibilidade via transportes públicos. - Oferta de seguro de saúde.
Contras
Contras: - Na entrevista são ocultados vários pontos importantes, em que se é dito que o trabalhador irá assumir determinada função, mas rapidamente se torna um técnico de ensino à distância. Sem que se aperceba, está a ter formação interna sobre plataformas de ensino à distância e começa a assumir estas funções sem que o mesmo lhe seja perguntado. É falada a possibilidade de se ter de realizar um dia por semana em horário pós-laboral, ou um sábado por mês, mas o mesmo rapidamente se torna mais frequente. Esta atribuição de horário também é feita de forma a "castigar" determinados trabalhadores. - Horários pouco flexíveis, com mudanças de horário constantes, nomeadamente em horários laborais, pós-laborais e trabalho ao sábado. Não é tida em conta a vida pessoal e familiar do trabalhador, mudando o horário à vontade do empregador. - Muitas vezes o horário é feito até às 23h, o que pressupõe pagamento de horas noturnas, e as mesmas não são pagas. Estes horários são realizados pela necessidade de apoiar as aulas online, webinários ou outros eventos online, o que faz com que muitas vezes não se acabe o trabalho no horário previsto. - Não são pagas as horas extras, ainda que seja esperado que as realizem. Há uma política de mentir nos registos de assiduidade dos trabalhadores, em que os mesmos são coagidos a assinarem e a concordarem com as horas que assinalam, quando no fundo fazem muitas mais, por vezes até com horário de almoço reduzido e inferior ao previsto na lei. Se o trabalhador sair no horário previsto, é chamado à atenção. - Pagamento de bónus só para determinados trabalhadores, ainda que seja esperado um esforço extra coletivo para conseguir atingir as metas. - Trabalho presencial, mesmo quando muito do trabalho é realizado em horários pós-laboral, o que dificulta em muito quem vive longe, por exemplo. Foi experimentando o regime híbrido, em que alguns dias se realizava teletrabalho, quando o trabalho exigia um acompanhamento de sessões online, mas o mesmo foi removido, sem que nada o justificasse. - Dress Code antiquado e rígido, em que se é esperado que se utilizem roupas formais todos os dias, com exceção à sexta-feira. Além de causar o desconforto dos trabalhadores, em que nem umas sapatilhas mais formais as mulheres podem usar, o controlo é excessivo e reprime a expressão individual de cada um. Além de que muito do trabalho não tem contacto com o público, já que é uma instituição de ensino à distância, o que acentua esta desnecessidade. - Controlo dos trabalhadores, com imposição de quem é que podem ser amigos ou não - é imperativo que não falem com ex-trabalhadores. Existe uma expectativa que todas as informações cheguem à direção e são inventadas mentiras e narrativas alucinadas sobre determinado empregador que já tenha saído, para que toda a empresa se vire contra o mesmo. Felizmente há quem tenha o bom senso a imperar e ainda saiba distinguir a mentira da verdade, mas muita gente cai nestas narrativas, ora porque querem cair em boas graças da direção, ora porque gostam de espalhar boatos. - Ameaças constantes. Controlo do que é publicado nas redes sociais e nas conversas entre colegas. Caso não atualizem o LinkedIn, são ameaçados de despedimento. - Perspetiva salarial e de progressão de carreira baixíssima. Trabalho muito mal pago para o que é exigido e não é tida em conta a formação e experiência profissional. O subsídio de alimentação é pago em cartão. - Trabalho pouco interessante, repetitivo e sem possibilidade de melhoria. Esporadicamente é pedido um trabalho pessoal para a direção, o que pressupõe trabalhar mais horas para o realizar.