As lideranças no geral são muito despreparadas e inexperientes. A maioria veio de cargos de menor nível de outra empresa do grupo, chegaram aos cargos por motivos questionáveis, pois, na prática, a gestão é feita de forma muito antiquada, burocrática, sem planejamento, processos, métodos. A exemplo, a equipe de marketing precisou "ensinar" e implantar ferramentas de gestão de demandas porque a liderança ainda usava tabela no Word e passava de forma muito confusa e vaga o escopo dos projetos. Não tinha planejamento, cada dia decidiam o que seria feito, incluindo até projetos de alto impacto, tudo era realizado sem objetivos concretos. Além desses, diversos pontos mostravam o despreparo para o cargo que ocupavam.
O prazo das entregas é baseado nas promessas incabíveis da liderança para o alto escalão. Dessa forma, a jornada de trabalho extrapolava facilmente 8h/diárias e impor limites não era bem-visto. Ademais, o time não tinha contato nem com a própria diretoria. Todas as apresentações de entregas do time eram feitas pela liderança do departamento para a diretoria e os retornos, ordens, vinham da liderança para o time, sem espaço para questionarmos, defendermos, justificarmos.
Além disso, emocionalmente, são líderes que dependem muito de atenção e elogios para enaltecer seus egos, se incomodam ao terem alguma ideia questionada, precisam alterar vírgulas nas entregas finais dos trabalhos somente para demarcarem seu poder sobre o time. É o legítimo "manda quem pode e obedece quem depende do salário".
Não há colaboração entre os times, apesar desse ponto ser apresentado como um pilar nas entrevistas.