Geração Y e veteranos: menos conflito e mais colaboração

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Glassdoor Team, Author & Career Expert at Glassdoor | 1 de mai. de 2017

Você já deve ter ouvido falar em conflito de gerações. Apesar da imagem quase espontânea de jovens e veteranos se enfrentando no meio do escritório, esse conceito passa longe disso. Sim, o conflito existe - e provavelmente sempre existirá - mas não precisa ser tão ruim quanto parece. Conversamos com Sidnei Oliveira, mentor e autor da série de livros Geração Y para entender como veteranos e jovens profissionais podem, juntos, transformar o ambiente de trabalho em um lugar ainda melhor. Confira abaixo os melhores momentos da conversa: Existe mesmo um conflito de gerações no mercado de trabalho? Sim, mas ele é subterrâneo e não explícito. Existe um conflito de interesses diferentes nas gerações. A raiz do conflito surge quando veteranos e jovens lutam pelo mesmo espaço no mercado. Então, esse conflito acontece na disputa por uma vaga, mas não necessariamente com esses dois profissionais trabalhando juntos? Exato. Quando a gente vê ambos no mesmo ambiente, a tendência é haver colaboração mútua. No fundo, todos querem ser tratados como iguais, com confiança em sua capacidade de trabalho e novos desafios para superar. E as empresas, como elas lidam com isso? Algumas empresas ainda têm dificuldades, porque estabelecem já de cara que o profissional mais velho custa mais caro. E isso faz com que elas percam um legado de experiência de uma forma que nunca aconteceu. Muitas empresas estão aprendendo da forma mais cruel, com o aumento do turnover, que esta é uma péssima estratégia. Como aproveitar o melhor de veteranos e jovens no trabalho? Eu vejo que as empresas acabam contando mais com os veteranos e isso retroalimenta o problema. Os jovens não recebem desafios, desanimam e vão embora mais rápido. As empresas precisam reter esses talentos não com privilégios ou benefícios como jogos e horário flexível, mas com desafios e responsabilidades. O veterano deveria adotar uma postura mais mentora e dar segurança ao invés de executar. E o jovem deveria desenvolver sua carreira em uma posição mais protagonista. Se ele falhar, aguenta as consequências e aprende com elas. O erro é o que se precisa para amadurecer e ganhar segurança. Assim, você mantém os dois motivados e felizes. Então, o modelo de colaboração deve ser cada vez mais forte? Sim, a gestão por colaboração só vai crescer nos próximos 10 a 15 anos. Vivemos um momento de transição de modelo de gestão e isso afeta todos os profissionais: o mais veterano que precisa aprender a se posicionar e o mais jovem que precisar entender e ajudar a mudar esse mercado. Você também vai gostar de Pontos fora da curva: o que faz os profissionais jovens se destacarem no mercado de trabalho? Para demandas de imprensa, entre em contato com: imprensa@lovemondays.com.br
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