Após 18 anos trabalhando com proximidade à alta liderança e vivenciando diariamente a rotina de uma grande corporação, afirmo que a empresa não é o que comunica para o público. Há muita incoerência entre a comunicação oficial da empresa e suas ações efetivas. Comunicar um caso de assédio moral, por exemplo, ou apontar qualquer incoerência é o mesmo que dar um tiro em si mesmo. Simplesmente não te ouvem, o RH , Jurídico e o canal de Compliance são uma fraude, não funcionam. A empresa protege amplamente assediadores morais, que ocupam altos cargos na companhia. Nesta empresa você é apenas um número, que pode ser descartado de forma fria e impessoal, quando decidirem mudar a estrutura ou transferir operações para outro continente (e essas alterações acontecem com frequência) Eu vi isso acontecer inúmeras vezes, até que chegou a minha vez de ser descartada. Não pude nem salvar meus documentos, que estavam no notebook da empresa, não pude me despedir dos meus colegas e sai escoltada pelo RH até a catraca do edifício, como se fosse uma criminosa. Um tratamento totalmente desumano, após 18 anos de serviços prestados à companhia. Ainda lido com o trauma dessa experiência e do assédio moral que sofri, o que prejudicou consideravelmente minha saúde mental. Mas para uma empresa que não tem valores como ética e integridade e o lucro está acima de tudo, inclusive das pessoas, ser alguém integro que aponta falhas éticas graves, é tornar-se indesejado. Se você preza por uma empresa que tenha o mínimo de respeito pelas pessoas, essa empresa não é para você. (o que esperar de uma empresa que escolhe deliberadamente manter uma operação que contaminava o solo e prejudicava a saúde das pessoas por anos? Caso Shell-BASF. Precisamos consultar a seriedade das empresas, o quanto praticam os pilares ESG, porque conversas vazias, incoerentes e que tem o intuito de manipular pessoas, podem vir parar no Glassdoor ou Linkedin, prejudicando o "branding" de uma empresa, que pode pagar bem, mas não respeita as pessoas.