Prós
Escrevi abaixo mais detalhes da experiência
Contras
Escrevo com o dever de compartilhar uma experiência que, infelizmente, não posso deixar passar em branco. Quero começar deixando claro que já passei pelo processo seletivo de Lisboa e a experiência foi completamente diferente: acolhedora, organizada e motivadora. Isso criou em mim uma ligação real com a empresa, e foi exatamente por isso que, ao ver a vaga aberta em Viseu, me inscrevi sem hesitar. Infelizmente, o que encontrei foi o oposto de tudo o que havia vivenciado. O primeiro sinal de descaso veio antes mesmo do primeiro dia: após todos os candidatos serem informados de que a formação seria remota, pela recrutadora, o que fazia todo sentido já que não há auxílio de alimentação ou transporte, recebi uma ligação dois dias antes do início informando que seria presencial. Sem um pedido de “desculpa pela mudança de informação”, nada. Mesmo assim, decidi comparecer. No primeiro dia, cheguei às 09h30 conforme orientada para chegar antes, e fui muito mal recebida logo na entrada. O segurança do prédio, nos tratou com bastante ignorância e parecia não fazer questão de nos receber ou tratar com educação. Nenhum computador, nenhum headset, absolutamente nada estava preparado. Uma formação que deveria começar às 10h00 só teve início às 11h30. Quase duas horas de espera sem nenhuma explicação digna. E quando finalmente começou, veio o que talvez seja o ponto mais irrônico de toda essa situação: os candidatos de uma empresa de telecomunicações foram obrigados a usar os próprios dados móveis para acessar a câmera do próprio celular, visto que os computadores do call center não possuem câmeras. Os problemas de conectividade foram constantes e prejudicaram gravemente o andamento das aulas. Isso em uma empresa de telecom. E não vou entrar no mérito de estar DENTRO do call center, ao lado de funcionários atendendo ligações e tentando prestar atenção na formação ao mesmo tempo. Falando da instrutora, ela demonstrou uma postura completamente inadequada para quem tem a responsabilidade de integrar uma nova equipe. Em vez de acolher e motivar os candidatos, o discurso dela foi centrado em como tudo é difícil, como é preciso ser resiliente e como as condições são adversas. A metodologia adotada foi, basicamente, mandar a gente ler os slides por conta própria, fazer “jogos online” e responder questionários. Se ela não estava ali para explicar nada, então para que servia a sua presença? A presença física dos candidatos, nessas condições, não agregou absolutamente nenhum valor. Bem diferente da minha experiência com o formador de Lisboa, que sempre fez de tudo para não perder a qualidade das suas dinâmicas e sempre nos motivou. Para completar, no horário do almoço, eu e uma colega fomos abordadas pelo segurança (o mesmo que mencionei acima) de forma totalmente desrespeitosa. Em tom elevado, ele nos questionou: "Vocês querem sair agora? Mas eu tenho que almoçar também." Pelo visto, o direito de almoçar era exclusivo dele. E por último, mas não menos importante: as informações sobre remuneração e condições contratuais nunca foram devidamente esclarecidas durante o processo seletivo. Tudo foi jogado de forma atropelada no dia da formação, e muitos colegas sequer tinham ideia de informações que deveriam ter sido comunicadas com antecedência. Insisto que não estou escrevendo isso por hábito de reclamar. Estou escrevendo porque já vi essa empresa fazer muito melhor, e essa discrepância é grande demais para ser ignorada. Os candidatos merecem respeito, independentemente da região onde se candidatam, e o que aconteceu em Viseu foi uma falta de respeito em cada etapa.