Prós
A resiliência das pessoas do nível operacional. Havia profissionais brilhantes ali dentro que se apoiavam mutuamente para tentar entregar algo de valor, apesar de toda a sabotagem interna da liderança.
Contras
A empresa apresenta uma realidade de forte favorecimento interno e falta de critérios técnicos que compromete o desenvolvimento profissional. O crescimento e a permanência na organização dependem predominantemente de AFINIDADE COM A LIDERANÇA e com o C-level. O recente processo de desligamento em massa evidenciou essa dinâmica, pois profissionais com excelente desempenho técnico e postura colaborativa foram dispensados após pontuarem visões divergentes da gestão. A estrutura de liderança, especialmente na área de Tecnologia e Produto após reestruturações recentes, demonstra dificuldades em aceitar feedbacks, gerando uma gestão centralizadora e com pouca abertura ao diálogo. Essas falhas de governança se refletem na qualidade das entregas: as soluções financeiras carecem de tração de mercado, parecendo voltadas a atender demandas internas fictícias ou métricas infladas por uma base de usuários restrita a conhecidos da organização, gerando um alto consumo de capital sem retorno real. O ambiente presencial é marcado por desorganização e falta de foco profissional, afetando a produtividade da equipe, enquanto políticas de flexibilidade para o trabalho remoto são rigidamente desencorajadas. Por fim, há uma desconexão severa no modelo de contratação prestação de serviços, que impõe exigências e subordinação típicas de vínculo empregatício convencional, mas sem a contrapartida das devidas garantias no momento do desligamento. Recomendo cautela a quem avalia uma oportunidade na empresa devido à instabilidade dos processos e da gestão.