Prós
Salário compatível com o mercado
Contras
A abordagem “AI First” foi adotada sem qualquer validação técnica ou estratégica. Processos importantes foram substituídos por soluções de IA ainda imaturas, o que, na minha visão, representa um risco para o futuro da empresa. Um bom exemplo disso foi o último produto lançado. Não houve uma etapa de Discovery bem feita, nem testes reais com clientes sobre a ideia ou o MVP. O produto foi lançado às pressas, baseado apenas na opinião de uma única pessoa (PM), que depois abandonou o projeto. Nenhum feedback oficial foi coletado, e a iniciativa simplesmente ficou no ar. Nada foi aprendido, nada evoluiu. Isso vai totalmente contra os princípios das metodologias ágeis, que valorizam ciclos curtos, validação e melhoria contínua. Fui contratado pela minha experiência, mas ela foi frequentemente ignorada em favor de modismos e práticas aplicadas sem senso crítico (mudanças de processo e ferramentas). A área de desenvolvimento não tinha estrutura, e a liderança era centralizadora e silenciosa, o que acabou criando um ambiente tóxico e improdutivo. Outro ponto que prejudicou muito foi a troca das reuniões diárias síncronas por assíncronas. Isso só dificultou a comunicação entre a equipe. O alinhamento se perdeu, a colaboração caiu, e a frustração aumentou. Mudanças frequentes, sem avaliação de impacto ou escuta ativa, só geraram mais caos. A alta gestão espera que as pessoas falem, mas da maneira que ocorre, ninguém tem coragem, por medo de perderem seus empregos. A Datlo precisa rever com urgência suas práticas de gestão e começar a ouvir de verdade quem está no dia a dia tentando fazer as coisas acontecerem. Nem tudo o que funciona em outras empresas vai funcionar aqui. Às vezes, quem já carrega uma bagagem só precisa ser escutado.