A empresa contrata como PJ, mas na prática o modelo é bastante engessado. Você precisa bater ponto, cumprir horários fixos e ir ao escritório três vezes por semana, sem muita flexibilidade. Folgas prolongadas, viagens ou tentativas de trabalhar remotamente costumam ser mal recebidas, e há uma forte tendência ao microgerenciamento.
O ambiente também é rígido, até coisas simples como mudar de lugar no escritório, podem chamar atenção do RH. Bônus e reconhecimentos podem ser impactados por fatores externos, que vão além da entrega real do trabalho.
O RH é muito próximo da gestão. Isso não significa próximo dos funcionários, então é preciso estar sempre atento, porque deslizes ou conflitos podem pesar o clima.
Por ser uma empresa com sede em Israel, há bastante valorização da equipe de lá. Em algumas situações, dá a sensação de que quem está mais próximo da matriz tem mais reconhecimento e oportunidades. Enquanto no Brasil, a progressão de carreira é bem limitada. Reajustes, promoções ou movimentações internas são quase impossíveis, mesmo depois de bastante tempo de casa.