Lugar mais tóxico para se trabalhar não existe. O plano de carreira é inatingível, só os "amigos" da chefia são promovidos. Depois de contribuições infindáveis te removem dizendo que você não tinha o perfil, ou dizem que foi por corte de custo.
Dentro da cultura da empresa, "zero acidente" é mais importante que o valor das pessoas. A empresa realmente não está interessada em eficiência e término com sucesso dos projetos. Com o tempo você percebe o esvaziamento lógico deles.
Nas reuniões, só pode concordar com o apresentador, se discordar mesmo por melhoria da qualidade, é mal visto; por essa razão é muito comum reuniões em que ninguém se pronuncia nem mesmo para comentar ou sugedir melhorias (mas para concordar e bater palmas, pode). Não valorizam funcionários dedicados. Quando querem que o funcionário se demita, é comum a chefia isolar o indivíduo até a pessoa não aguentar e sair por conta própria. E não adianta fazer a pesquisa de clima, não é anônima, não vai ser usada para a melhoria da qualidade de vida dos funcionários, e podem usar contra você. A média de retenção é de 6 anos, depois disso pode preparar a sua mala.
Os feedbacks são irreais, e os funcionários não são informados sobre o planejamento futuro, ou a saúde orçamentária dos projetos. Criaram uma espécie de reunião de avaliação (o tal do checkin) que é meta da chefia, mas que nada agrega ao funcionário porque nenhuma das ações de promoção acontecem. Quando querem iludir o funcionário para ele trabalhar mais, sugerem que ele pode ser indicado para transferência para os EUA, mas isso nunca acontece.
A empresa fica na Ilha do Fundão, uma região no meio da UFRJ cercada por favelas com menções de ser controlada por milícias. Há relatos de sequestros e assaltos nos arredores dela. O acesso é através da Linha Amarela ou Linha Vermelha, onde em ambos ocorrem engarrafamentos intermináveis diários, também com frequentes assaltos e arrastões.
Por fim, o salário é muito baixo por tudo isso que tem que enfrentar. Sinto só pelas pessoas que ficaram, há pessoas boas ainda.