Aqui cabem muitas considerações.
Muita linguagem corporativa como, performance, estratégia, cultura de produto, geração de valor para o stakeholder e pouca profundidade e diversidade de conhecimento sólido de profissionais que seriam os especialistas. Suficiente para profissionais novatos, pouco conforme o profissional estuda sua própria área de atuação.
O profissional iniciante não trabalhará ao lado de um experiente, você passará pelo onboarding e será designado a um projeto com as responsabilidades totais sobre o mesmo, negociação com o cliente, visitas, levantamento de requisitos, etc. O que pode ser uma oportunidade para o profissional, mas se torna uma fonte de frustração e desvalorização ao passo de que não é recompensado de acordo com suas responsabilidades e critério técnicos evoluídos.
Sobre carreira, a empresa tem processos de 1:1 e conversas de carreira e se posiciona como apoiadora do colaborador em seu desenvolvimento, tendo ele como protagonista da própria rota, o que é bom. Infelizmente isso se torna um problema pois o colaborador é cobrado para evidenciar sua evolução e se tornar cada vez mais capacitado, mas não recebe retorno da empresa em valorização, sendo os argumentos mais comuns relacionados a falta de adequação com a cultura do empresa ou a necessidade de melhorar seu merecimento, critérios subjetivos que justificam sua estagnação.
A empresa alega um processo de gestão que se baseia em autonomia e confiança, entretanto na prática possui dezenas de processos que são constantemente auditados e novos são criados para garantir o controle o trabalho de todos os colaboradores, o que não está errado, mas sim incoerente ao posicionamento oficial da empresa.
A cultura da empresa é o artefato do qual a gestão se orgulha e destaca, entretanto, a forma como ela é utilizada para a carreira dos colaboradores se torna um fator negativo, já que sua aderência a essa cultura é fator determinante para sua senioridade, criando um fator totalmente subjetivo que, na minha percepção, é utilizado com grande peso para tomar decisões em relação aos funcionários e suas carreiras na empresa. O que é essa cultura também não fica claro, mas estar insatisfeito com as decisões da gestão e não concordar com as mesmas, podem influenciar negativamente esse "indicador".
Em síntese, acredito que seja um bom local para se ganhar experiência, as pessoas estão dispostas a te ajudar tirando dúvidas, e erros não são repreendidos com severidade. Mas o modelo da empresa parece se basear em contratar profissionais menos experientes e fazer com que eles se capacitem cada vez mais, contendo ao máximo o aumento do investimento necessário para manter o mesmo. Esse modelo gera profissionais com muitas funções e responsabilidades que não tem a preparação para tal e, com o tempo, profissionais que atendem os requisitos para atenderem essas necessidades, porém que são eu valorizados pela estagnação da carreira pela empresa.