Prós
É uma empresa adequada para quem deseja iniciar a carreira, especialmente para trainees e profissionais em início de carreira. Oferece salários geralmente um pouco acima da média do mercado. Os benefícios são compatíveis com o que é encontrado em concorrentes, embora os valores de vale alimentação e refeição sejam baixos. Existe uma estrutura de plano de carreira similar as demais empresas do setor, com perspectivas de crescimento para diferentes cargos, apesar de um ritmo mais lento (mudança de nível a cada quatro anos, em média).
Contras
Apesar de se apresentar como uma empresa global, a Moore funciona, na prática, como um conjunto de pequenas firmas locais e independentes que apenas compraram o direito de utilizar a marca. Não há nenhuma integração real entre os escritórios, nem treinamentos, eventos ou contato entre as unidades da rede, na verdade existe disputa, concorrência e até conflitos entre alguns escritórios, por conta de ego e vaidade de algns. As metodologias, políticas e práticas de qualidade não são compartilhadas ou padronizadas e, embora a empresa tenha uma capacidade de ser uma marca pujante, seus membros pensam e agem de forma pequena. Operacionalmente, a empresa é desorganizada, com programações frequentemente alteradas por atrasos de clientes e eventos imprevistos, o que resulta em um planejamento caótico e constante. O foco da empresa está em atender pequenas e médias empresas (PMEs). Por conta disso, os honorários praticados são mais baixos, gerando uma carga de trabalho excessiva para as equipes, devido a programações reduzidas. Geralmente, a etapa final ocorre em uma semana, resultando em prazos apertados e longas viagens, já que boa parte desses clientes está em regiões distantes e quase não há a presença de home office. Os equipamentos fornecidos aos trainees são velhos e obsoletos, apresentando muitos problemas. A equipe de TI é pouco proativa em resolver as demandas técnicas e costuma dar muitas desculpas. A empresa passa por um momento de crise gerencial, com falta de líderes devido a recentes saídas e à divisão do escritório. Soma-se a isso o distanciamento e a falta de engajamento dos sócios em relação aos funcionários. Os sócios não demonstram qualquer entrosamento com os colaboradores de níveis hierárquicos mais baixos e não fazem questão de tê-lo, enquanto os diretores, até se esforçam. A equipe de backoffice vive sobrecarregada, "apagando incêndios" o tempo todo. Em grande parte, realizam trabalhos mecânicos e repetitivos, sem compreender o propósito de cada tarefa. Há uma carência de treinamento técnico adequado e reconhecimento da importância de seu trabalho, o que gera uma falta de propósito definido. A cultura da empresa ainda é marcada por avaliações de desempenho pouco transparentes, usadas muito mais como moeda de troca e coerção para que os encarregados pressionem suas equipes a entregarem demandas além do possível. Isso faz com que se preocupem mais com o volume de trabalho do que com o desenvolvimento das equipes. Além disso, há falta de clareza sobre políticas internas e resultados financeiros, que não são compartilhados com os funcionários.