O único ponto realmente negativo da minha experiência foi com a liderança direta. Combinamos verbalmente que eu trabalharia de forma remota, o que influenciou diretamente minha decisão de mudar de cidade. Porém, posteriormente, meu líder negou ter feito esse acordo. A partir daí, fui sendo gradualmente afastado de projetos e silenciado em canais como o Teams. Tentei resolver a situação de forma aberta e profissional, mas não houve espaço para diálogo ou real oportunidade de conciliação.
Ainda assim, meu time superou significativamente a meta anual, recebi diversos elogios de clientes e me mantive comprometido até o fim. No momento da demissão, o próprio RH mencionou que não estava ciente dos motivos exatos da decisão, e demonstrou desconforto com a forma como o processo ocorreu. Quando questionei o líder diretamente, sua resposta foi relacionada à confiança — algo que não teve nenhuma base técnica ou apoio institucional.
Só depois compreendi que talvez tenha esbarrado em algo descrito na Lei 1 do livro “As 48 Leis do Poder”:
“Sempre faça com que aqueles acima de você se sintam superiores. Se você os fizer parecer mais brilhantes do que são, você será promovido à grandeza.”
Estava otimizando processos, automatizando tarefas e contribuindo com atividades que originalmente pertenciam ao escopo do líder — tudo com alinhamento inicial. Infelizmente, essa proatividade pode ter sido mal interpretada, o que tornou a experiência final decepcionante.