A maior frustração é a completa falta de gestão dentro da equipe. Existe uma dificuldade clara de delegar tarefas, o que faz com que profissionais fiquem longos períodos sem fazer praticamente nada, mesmo a empresa tendo clientes grandes e projetos acontecendo. Dá a impressão de que ninguém sabe exatamente o que fazer com o time, e isso acaba virando um ambiente onde você precisa “inventar” ocupação pra não parecer improdutivo.
Em vez de trabalho real, muitas vezes o tempo é preenchido com atividades sem sentido prático, como estudos aleatórios ou tarefas artificiais que não agregam em nada no dia a dia. Chega a ser desmotivador, principalmente pra quem entrou com expectativa de trabalhar com projetos relevantes e evoluir tecnicamente.
O uso do Jira é outro ponto negativo forte. Tudo é extremamente burocrático e engessado, e em vários momentos parece que o foco é alimentar o sistema e não entregar valor de verdade. Isso cria uma cultura estranha onde tarefas são criadas só pra justificar tempo, o que não faz sentido nenhum em um ambiente que deveria ser técnico e orientado a resultado.
Também falta completamente um acompanhamento decente. Não existe um fluxo claro de feedback, nem da liderança direta e nem de níveis mais altos. Você fica meio largado, sem direção e sem retorno sobre desempenho, o que trava qualquer possibilidade de crescimento.
A rotatividade alta só reforça que o problema não é pontual. Benefícios fracos, plano de saúde caro e salário abaixo do mercado completam o pacote. No fim, fica um contraste bem grande entre a imagem “moderna” que a empresa tenta vender e a realidade interna, que é desorganizada, pouco produtiva e mal gerida.