Queda na qualidade da gestão: Após a saída dos sócios fundadores que atuavam presencialmente, a empresa passou a tomar decisões questionáveis. Em situações críticas, como dias de fortes chuvas, não havia flexibilidade — os colaboradores eram obrigados a comparecer mesmo sem condições adequadas de deslocamento ou suporte da empresa. Caso a infraestrutura do escritório falhasse, o tempo improdutivo precisava ser compensado posteriormente pelos funcionários.
Desalinhamento de senioridade: Era comum a prática de alocar estagiários em posições vendidas como júnior, ou profissionais júnior sendo apresentados como pleno, o que gera distorções internas e externas.
Baixa perspectiva de crescimento: O plano de desenvolvimento individual (PDI) era apresentado inicialmente como uma ferramenta de evolução, mas não era efetivamente acompanhado ou validado pelos gestores, tornando-se ineficaz na prática.
Falta de coerência com os valores da empresa: Sugestões de melhoria frequentemente eram ignoradas pela liderança. Em determinado momento, chegou-se a questionar os colaboradores sobre possíveis melhorias, excluindo o fator salarial, sob a justificativa de falta de orçamento — o que demonstra desconexão com as reais demandas da equipe.
Falta de transparência da liderança: Havia um discurso institucional de que feedbacks eram realizados de forma estruturada e construtiva, mas, na prática, isso não acontecia. Problemas eram frequentemente omitidos ou não tratados de forma clara.
Panelinhas na gestão: Um ponto contraditório foi a postura da nova gestão em relação à integração do time. Inicialmente, houve um incentivo para que os colaboradores “quebrassem panelinhas”, com o discurso de que todos faziam parte da mesma comunidade. No entanto, com o tempo, a prática demonstrou o oposto: a própria gestão passou a manter seu grupo restrito, com pessoas recorrente e desproporcionalmente reconhecidas, raramente expostas a críticas e constantemente protegidas. Isso gerou um ambiente de favoritismo e falta de equidade nas relações internas.