O processo foi bastante longo — começou em Março e só terminou em Maio, totalizando cerca de três meses. Já haviam me alertado sobre a desorganização, mas decidi seguir adiante. No fim, infelizmente, não foi uma boa experiência, principalmente porque não fui aprovado.
A sequência foi: entrevista com o RH, depois um teste no Hackerrank (que, na prática, não teve peso algum na avaliação), e por fim a entrevista técnica de System Design.
Durante essa etapa, houve um mal-entendido: uma das entrevistadoras assumiu que eu já conhecia o contexto do problema a ser resolvido. Descobri depois que algumas pessoas, em vez do teste do Hackerrank, recebem um desafio técnico para implementar uma API — e esse desafio é exatamente o mesmo problema discutido na entrevista de System Design. Isso dá a essas pessoas uma vantagem, pois chegam mais preparadas.
O feedback que recebi foi que não detalhei todos os requisitos no desenho e que minhas justificativas técnicas não foram profundas o suficiente. Ou seja, espera-se que você explique suas escolhas como se estivesse conversando com alguém leigo e que apresente a solução completa, mesmo com interrupções. Também é importante evidenciar os trade-offs de cada decisão arquitetural.
No fim, senti que o processo valoriza muito mais as hard skills, especialmente domínio técnico em arquitetura, do que soft skills, como colaboração e comunicação. Portanto, minha dica para quem for passar por essa entrevista é: foque em demonstrar domínio técnico completo sobre a solução, mesmo que isso signifique priorizar a apresentação estruturada do seu raciocínio antes de abrir espaço para interações ou perguntas.