Prós
Foi um dos lugares onde mais tive a oportunidade de me conectar com pessoas e profissionais fantásticos ao longo da minha vida. Há um senso genuíno de propósito, especialmente ligado à educação, com equipes apaixonadas pelo que fazem e que trabalham com dedicação e cuidado. Os processos de Customer Success são muito bem estruturados: jornada do cliente, sistemas e ferramentas funcionam de forma extremamente eficiente no dia a dia. Do ponto de vista operacional, é um ambiente organizado e funcional.
Contras
O maior problema da empresa está na gestão de pessoas. Não se trata de uma liderança tóxica ou controladora (em sua maioria) pelo contrário, é uma gestão excessivamente passiva. Não há praticamente nenhuma iniciativa voltada para desenvolvimento individual ou team building. A empresa comercializa soluções de gestão de desempenho, mas não aplica esses conceitos internamente de forma consistente. O uso da ferramenta se limita basicamente ao acompanhamento de OKRs. As avaliações de desempenho são superficiais e feitas apenas por formalidade, sem desdobramentos práticos ou planos de ação. Não existe plano de carreira, nem clareza sobre crescimento profissional. Além disso, há uma forte inconsistência salarial dentro do próprio time. Pessoas no mesmo cargo, desempenhando as mesmas funções, recebem salários drasticamente diferentes — em alguns casos, diferenças que chegam perto do dobro. Essas distorções são justificadas por fatores como tempo de casa ou negociações de entrada vindas do mercado, mas sem qualquer política clara de equalização interna. Isso gera situações injustas, como profissionais mais antigos — com conhecimento profundo do produto e da operação — recebendo alguns dos menores salários do time, simplesmente por terem iniciado em cargos mais baixos. Ao mesmo tempo, pessoas recém-contratadas, ainda sem domínio do produto, entram com remunerações significativamente maiores. É um cenário que compromete a percepção de justiça, reconhecimento e motivação da equipe. Outro ponto crítico é o alto turnover. Em um único ano, observei a saída de mais de 19 pessoas do time. O mais preocupante é a naturalização desse cenário por parte da liderança, que não demonstra senso de responsabilidade na construção e retenção de talentos. Fica evidente a ausência de líderes preparados para gerir pessoas — há excelência em processos, mas uma lacuna significativa em liderança.