Prós
A vista do quarto andar é muito bonita, da pra ver a cidade toda. Mas só isso mesmo.
Contras
A Lofty é uma mistura inusitada (e nada funcional) de empresa com seita religiosa. Não se sabe ao certo se estamos trabalhando em um CNPJ ou numa filial da Igreja do Brejinho. A fé move montanhas — e também decisões de liderança, promoções e contratações. Promoções geralmente vão para quem abandona a vida pessoal e se joga em jornadas de 12+ horas por dia ou para quem frequenta os cultos internos organizados pela própria empresa... Sim, você leu certo: cultos dentro da empresa. Não é metáfora. Já houve inclusive contratações de pessoas completamente despreparadas — mas muito bem relacionadas na igreja — que causaram prejuízos sérios, incluindo casos com implicações legais. O famoso “irmão de fé” vale mais que qualquer currículo. O ambiente é um prato cheio pra quem quer experimentar um burnout com toque gospel. Decisões são tomadas no susto, sem planejamento, estratégia ou critério técnico — geralmente ditadas pela ansiedade galopante da CEO, que parece confundir "liderar" com "agir por impulso". A vaidade institucional é outro show à parte: equipes inteiras são acionadas para agradar pseudo-influencers amigas da dona. Isso inclui montar presentes personalizados com cartinhas manuscritas. O texto? Gerado no ChatGPT. A caligrafia? Escolhida entre os infelizes com a letra "mais bonitinha" que tiverem a má sorte de passar por perto na hora. Reconhecimento real? Não conte com isso. O dono acredita que empregar pessoas já o torna uma espécie de Messias corporativo — e espera adoração à altura. O auge dessa fantasia é o momento místico do fim de ano: a entrega de um frango seco, comprado no atacado, mas apresentado com um discurso digno de canonização e lágrimas milimetricamente ensaiadas.