Na minha experiência, as lideranças demonstraram pouco preparo emocional e principalmente técnico para conduzir equipes.
Em diversos momentos, tive a percepção de que profissionais ainda em fase inicial de desenvolvimento ocupavam posições de gestão sem o suporte ou a experiência necessários, o que acabava gerando conflitos, pressão excessiva e aumento do estresse em times já sobrecarregados.
Durante todo o período em que trabalhei na empresa, vivi uma sensação constante de insegurança. Decisões importantes pareciam ser tomadas sem diálogo ou transparência, reforçando a percepção de que os colaboradores eram facilmente substituíveis ao longo do tempo.
Além disso, não me senti valorizada como profissional, e em alguns momentos tive meu conhecimento e minha senioridade questionados de forma pouco construtiva, o que contribuiu ainda mais para um ambiente desgastante.
Existe um discurso institucional forte sobre cultura organizacional, porém ele pouco se refletia na prática diária. Questões estruturais raramente eram discutidas de forma aberta, e situações mais delicadas frequentemente resultavam em desligamentos, em vez de acompanhamento, escuta ativa ou desenvolvimento das pessoas.
Do ponto de vista pessoal e profissional, foi uma experiência bastante desgastante. A insatisfação entre os times era perceptível, o turnover elevado e muitos desafios pareciam ser tratados como casos pontuais, sem mudanças estruturais claras ao longo do tempo.