Blog 160511

EVP e Design Thinking em RH: vale a pena experimentar!

Glassdoor Team

Glassdoor Team

Glassdoor Team, Author & Career Expert at Glassdoor | 11 de mai. de 2016

Por Silse Martell Pelo menos dois desafios tiram o sono de um head de RH com apetite para transformar: a capacidade de inovação da equipe e o posicionamento operacional da área. Design Thinking, a linguagem de inovação que virou febre nos últimos tempos, pode ajudar a matar esses dois coelhos com uma cajadada só. Design Thinking é uma daquelas experiências que a gente acha incrível durante o workshop, mas depois não sabe muito bem por quê. E quem apenas ouviu falar na metodologia muitas vezes tem a ilusão de que isso era o que faltava para gerar uma cultura de inovação na equipe. A verdade, se ela existe, está em consumir Design Thinking com moderação e mesclar a metodologia com uma boa dose de planejamento e pragmatismo à moda antiga. Num artigo publicado na Wired, o consultor Jeffrey Tjendra faz críticas às empresas que tentam implementar a metodologia sem entendê-la profundamente. Ele diz que isso acontece principalmente nos países em desenvolvimento, onde imperam os workshops milagrosos de apenas um dia. Tjendra é o criador de uma metodologia que integra Design Thinking com a implementação do que foi criado: o link que falta para que o conceito traga o ROI prometido. Segundo ele, esse era o jeito do Steve Jobs trabalhar. Eu concordo com o Tjendra e por isso na Martell, adotamos o Design Thinking como uma das metodologias para repensar as estratégias e ações que ajudam uma empresa a atrair, reter e engajar os talentos certos para a sua estratégia. O final das pesquisas de EVP é momento ideal para repensar tudo o que impacta a percepção de um talento dentro ou fora da empresa. Por exemplo, como gerenciar a reputação com um perfil na comunidade brasileira de carreira LOVEMONDAYS, como fez a IBM, o Mercado Livre, a Netshoes e a Ambev. Também é uma boa hora para revisar e/ou reempacotar programas como integração, gestão de desempenho, desenvolvimento de lideranças, e muitos outros. Porém, o trabalho não pode morrer no fim do workshop. Por outro lado, em defesa do Design Thinking e dos workshops de um dia que oferecemos para áreas de RH, eu argumentaria que o exercício de empatia que a metodologia permite e vale um workshop, de uma forma ou de outra. Sim, porque, empatia, no sentido de se colocar no lugar do talento, de desenhar programas a partir de insights observados na experiência do candidato ou do colaborador não é algo exatamente automático para ninguém, e principalmente para a área de RH. E não é fácil desenvolver esse mindset. Estamos habituados a filtrar as informações e opiniões que não se encaixam na nossa visão de mundo. Somos programados para desenhar programas de acordo com os nossos gostos, com as nossas preferências, e com o benchmarking de empresas que muitas vezes não tem nada a ver com a nossa. Esse olhar para a experiência do usuário dos serviços de RH é crítico na implementação de um EVP. Então é por conta de tudo isso que eu acredito valer muito a pena experimentar o Design Thinking em EVP. Organizações que se transformam com empatia pelos talentos que precisam atrair, reter e engajar de acordo com o seu o propósito, visão e estratégia, criam culturas de inovação e o RH é percebido como fundamental para o futuro do negócio.   Silse Martell é fundadora de duas empresas, a Martell Consultoria e a SMARTPR, uma agência de RP. Foi diretora de comunicação da Ericsson para a América Latina, gerente de comunicação na United Family Communications em Miami, e trabalhou na Fleishman-Hillard, uma das maiores agências de RP do mundo.
Glassdoor Team

Glassdoor Team

Glassdoor Team is an expert career author for the Glassdoor Blog. Read about Glassdoor Team's experience and latest published articles on their author profile.