Prós
O único talvez seja a flexibilidade. É também um emprego fácil de se conseguir enquanto se busca uma oportunidade mais estável, já que o turnover é grande e precisam de novos instrutores o tempo todo.
Contras
É um contrato de horista precário, com uma disparidade chocante entre o preço pago pelos alunos e empresas e o valor pago aos professores. Mas o pior de tudo é, na verdade, a instabilidade. Não há garantia nenhuma de que, de um mês para para o outro, o salário se reduza a um terço do que era antes. Independente da disponibilidade oferecida à escola, as aulas são esparsas e às vezes a jornada de trabalho se resume a uma aula de manhã e outra à noite. Durante a contratação, passa-se a impressão de que será uma rotina cheia de trabalho e um salário final bem longe do salário real. A realidade é que se trata de um trabalho de freelancer disfarçado de CLT, mas sem o fluxo de trabalho como em outras profissões tais quais motoristas de aplicativo, barbeiros ou diaristas. No que concerne ao trabalho em si, não há nada de muito positivo também. O material utilizado com os alunos é muito pobre e datado e as aulas são tediosas, porque são focadas inteiramente em negócios. Não se ensinam habilidades importantes do idioma, como leitura, escrita e cultura. Isso tudo fica ainda pior quando os alunos têm má vontade e raiva da escola pelas bagunças feitas em seus contratos. Além disso, claramente a escola não tem grande consideração pelos professores, lá astutamente chamado de instrutores. Os horários de cada dia de aula são decididos entre as 19h e as 21h30 na véspera, de forma que é impossível planejar uma rotina ou mesmo preparar as aulas. Além disso, a comunicação é péssima e é sempre uma surpresa quando se começa com um novo aluno ou grupo fixo ou quando se substitui outro professor. Em outros casos, quando lhes interessa, enviam mensagens pelo Whatsapp em horários inapropriados, à noite ou no final de semana.