Prós
Transparência em relação aos direitos de cada colaborador, bônus, prêmio de progresso, empresa busca ter diversidade e existe um time de impacto positivo para tratar formações de letramento e fomentar o desenvolvimento sustentável.
Contras
Cultura da companhia é totalmente pautada em fazer bonito para francês ver, o resultado não é medido pelo crescimento do negócio, e sim no quanto você finge para a diretoria que faz algo caricato, e os convence pelo barulho. Sua performance é mensurada pela quantidade de horas que passa na empresa, e a maioria dos colaboradores tem a Leroy como o seu principal traço de personalidade, qualquer pessoa que demonstre interesse em ter uma vida para além da empresa é vista como desmotivada. Em palavras da minha líder direta durante um feedback, eu demonstrava buscar qualidade de vida, e isso não é algo inerente ao varejo, e que por conta disso talvez eu devesse repensar meu interesse em continuar na empresa. Indo adiante, mesmo que você seja o responsável pelo setor que entregou um bom resultado, caso não fique no piso de loja batendo caixa, todo o seu trabalho deixa de ser validado pois o que se espera de uma liderança ali é basicamente fazer trabalho braçal, o que pelo escopo do cargo, dentro do contrato de trabalho não faz o menor sentido. Prega-se que cargos gerenciais são estratégicos, mas pelo quadro da empresa não comportar a demanda de clientes, você será um assessor de vendas premium, passará seu dia atendendo clientes que não conseguem se localizar dentro da loja pelo excesso de comunicações dos corredores, feitas únicas e exclusivamente para fingir que o time de merchandising, que não compreende absolutamente nada da operação, faz algum trabalho voltado à experiência cliente. Todos os colaboradores que convivi, sem exceções, do cargo mais alto ao mais baixo hierarquicamente, reclamavam constantemente da carga de trabalho e da cultura performática da empresa. O que é um fator crucial para o altíssimo turnover, os novos que chegam são imediatamente contaminados pelo clima péssimo que paira pelos corredores da operação. Prega-se uma cultura de feedback que não existe na prática, pois todos estão constantemente atolados em demandas que surgem de última hora e não respeitam a agenda de absolutamente ninguém. Além da infinidade de formações que não agregam em nada para o crescimento individual de ninguém, os processos são obsoletos e a comunicação interna simplesmente não funciona, a dificuldade em fazer as informações chegarem no piso de loja é absurda. Ingressei na companhia através do programa de trainee e falo com convicção que o que é vendido é uma ilusão insustentável, por isso a alta quantidade de desistências ao longo do processo, afinal cria-se uma grande expectativa sobre a oportunidade de se desenvolver tecnicamente, mas 99% da atuação é hands on, sem qualquer necessidade de formação acadêmica para ser realizada. Se tiver cargo de liderança não vai existir controle algum à sua jornada de trabalho, as horas extras não computadas são imensas. Ah, e se você tiver um telefone corporativo, esqueça respeito aos dias de folga e ao seu tempo livre. Irão entrar em contato com você a todo momento, pois a equipe raramente é preparada para lidar com as adversidades do varejo. Por fim, o mais complexo, é que apesar da busca por diversidade nos quadros, se você não atua no escritório da matriz SP, irá sofrer, pois a operação e suas lideranças não estão preparadas para lidar com colaboradores pertencentes à grupos minoritários, as falas problemáticas são constantes e demonstrar desconforto diante delas é extremamente mal visto. Tive um excelente relacionamento com meus pares justamente por não expor nenhum tipo de posicionamento sobre temas sensíveis, pois todos que o vi fazerem passaram a estar na mira da diretoria.