O processo seletivo dessa empresa é um manual de tudo o que não se deve fazer em recrutamento. São várias etapas lentas e desnecessárias, com exigências totalmente fora da realidade do cargo. Você passa por várias rodadas de entrevistas, testes de idiomas (mesmo já tendo feito entrevista no próprio idioma — o que é redundante e testa a paciência de qualquer cristão) e cobranças excessivas logo no primeiro contato, como se estivessem fazendo um favor por terem se interessado no seu perfil se colocando em uma posição de superioridade com relação ao candidato que pode escolher ou não querer trabalhar ali, (principalmente se ele já estiver em outra empresa como é o meu caso),
Isso já deixa claro que é uma empresa que não valoriza pessoas e ainda mantém um modelo de gestão atávico, similar ao telemarketing dos anos 2000.
Quando finalmente chega a conversa com o gestor, o constrangimento é inevitável. O responsável pela área demonstra zero preparo: conduz a entrevista em meio a barulho, interrompe constantemente, diz frases como “ vice desenha fluxos de automação para B2B, isso eu já li no seu currículo”, não permite que o candidato se apresente e ainda faz perguntas totalmente fora do escopo da vaga. A postura é arrogante, impaciente e voltada para desqualificar, não para avaliar a capacidade do candidato em resolver problemas.
A cultura é nitidamente microgerenciada, antiquada e nada colaborativa. A exigência de trabalho 100% presencial para funções operacionais mostra uma mentalidade de controle e desconfiança. É literalmente tratar profissionais com duas faculdades e pós-graduação como operários de chão de fábrica — um desrespeito institucionalizado.
Mesmo oferecendo um salário que parece razoável (cerca de R$6.900, com descontos e benefícios pouco transparentes), o custo emocional e o desgaste não compensam. O nível de exigência é o de um concurso público federal para um cargo que, na prática, não oferece o mínimo de autonomia, afinal se trata de venda consultiva.
Resumindo: um processo que desgasta, desmotiva e desrespeita. Se você valoriza seu tempo, sua saúde mental e um ambiente profissional minimamente ético, fuja.
Em pleno 2026, enquanto o mundo fala em automação, IA e atendimento digital, essa empresa ainda tenta reviver o modelo de telemarketing como se fosse um fóssil corporativo querer entrar em contato com cliente para fazer venda consultiva é minimamente ultrapassado — modelo de gestão presencial é algo que só serve pra ser exibido em museu como exemplo de como não fazer gestão de pessoas.