Prós
A empresa oferece home office para os cargos de tecnologia, o que permite certa liberdade geográfica e ganho de qualidade de vida. Horários flexíveis são respeitados na maior parte do tempo, permitindo aos profissionais um equilíbrio melhor com a rotina pessoal.
Contras
Durante meu tempo na Sympla, tive a oportunidade de vivenciar um ambiente que, à primeira vista, se apresenta como moderno, flexível e aberto à inovação. No entanto, a realidade interna é bem diferente do discurso institucional. Compartilho abaixo uma análise honesta, baseada na vivência prática, com o intuito de contribuir para a transparência e auxiliar quem considera fazer parte da empresa. - Ambiente tóxico e clima de insegurança constante O ambiente organizacional pode ser altamente desgastante. A sensação predominante é de vigilância e julgamento constante, o que afeta diretamente o bem-estar psicológico das equipes. O clima de desconfiança mina a autonomia dos profissionais e torna difícil qualquer tentativa de inovação ou crescimento real. - Microgestão e centralização excessiva As lideranças, em especial nas áreas técnicas, adotam uma postura de microgestão extrema. Pequenas decisões operacionais precisam de validação de níveis hierárquicos superiores, o que gera lentidão, frustração e desengajamento. A autonomia prometida não se concretiza na prática. - Cultura contraditória: liberdade no discurso, autoritarismo na prática Embora a empresa divulgue uma cultura "livre e colaborativa", na prática são reforçadas condutas autoritárias — partindo, inclusive, da alta gestão. Existe uma blindagem em torno de líderes com comportamentos abusivos, o que perpetua uma cultura de medo e silenciamento. - "Fazer mais com menos" como filosofia de entrega Projetos são frequentemente iniciados sem um planejamento mínimo, com escopos mal definidos e prazos irreais. A pressão para entregar rapidamente, mesmo com recursos limitados, acaba sobrecarregando as equipes e comprometendo seriamente a qualidade das entregas. - Tecnologia remendada e foco desalinhado A stack tecnológica é obsoleta em muitos pontos, com sistemas mal integrados e dificuldades operacionais que impactam diretamente a produtividade. Apesar disso, há um foco excessivo em desenvolver novos produtos sem que a base tecnológica atual esteja minimamente estável. O resultado é um acúmulo de problemas estruturais ignorados enquanto se empilham novas funcionalidades. - Ideias sufocadas e decisões já tomadas A participação dos times nas decisões estratégicas é simbólica. Muitas reuniões ocorrem apenas para comunicar definições já fechadas pela gestão. Espaços para contribuição real de ideias são raros e, quando ocorrem, dificilmente geram mudanças. Isso gera um sentimento de inutilidade e desvalorização entre os profissionais. - Liderança técnica com comportamento abusivo e centralizador A postura do CTO é um reflexo do modelo de liderança da empresa: autoritária, desrespeitosa e baseada no medo. Falta escuta, empatia e abertura para diálogo. Essa conduta não apenas afeta diretamente os times de tecnologia, como também serve de exemplo negativo para outras lideranças. - Reuniões lotadas de cargos de liderança, com pouca escuta ativa As reuniões de definição de projetos são marcadas pela presença excessiva de lideranças intermediárias (gerentes, coordenadores, tech leads e afins) e pouca representatividade dos profissionais que efetivamente vão executar. Isso não só reduz a eficácia das decisões, como também afasta o time técnico da construção real dos projetos.